Como saber se uma joia é de ouro? Conheça testes caseiros seguros antes de avaliar suas peças
Você encontrou uma corrente antiga, recebeu joias de herança ou possui alianças, anéis e pulseiras guardados há muito tempo, mas não sabe se as peças são realmente de ouro?
Algumas verificações simples podem oferecer indícios sobre o material. No entanto, é importante deixar claro: nenhum teste caseiro consegue confirmar sozinho se uma joia é de ouro nem determinar com precisão o seu teor.
Peças folheadas, banhadas ou fabricadas com outros metais podem apresentar aparência muito parecida. Segundo o Sheffield Assay Office, instituição especializada na análise de metais preciosos, não é possível determinar o teor de uma peça apenas pela observação. (Sheffield Assay Office)
Neste artigo, você conhecerá verificações seguras que podem ser feitas em casa e entenderá por que a avaliação profissional continua sendo a maneira mais confiável de descobrir o valor das suas joias.
1. Procure marcações na joia
O primeiro passo é observar cuidadosamente a peça em um ambiente bem iluminado. Uma lupa ou a câmera do celular com zoom pode ajudar.
As marcações costumam aparecer:
* na parte interna dos anéis;
* próximas ao fecho de correntes e pulseiras;
* na haste ou tarraxa dos brincos;
* na parte traseira de pingentes e broches;
* na parte interna da caixa de alguns relógios.
Entre as inscrições mais conhecidas estão:
* 999 ou 24k: ouro praticamente puro;
* 916 ou 22k: aproximadamente 91,6% de ouro;
* 750 ou 18k: aproximadamente 75% de ouro;
* 585 ou 14k: aproximadamente 58,5% de ouro;
* 417 ou 10k: aproximadamente 41,7% de ouro;
* 375 ou 9k: aproximadamente 37,5% de ouro.
No Brasil, a marcação 750 é bastante encontrada em joias de ouro 18k. A numeração representa a quantidade aproximada de ouro puro em cada mil partes da liga metálica. A marca 750, portanto, corresponde a 750 partes de ouro em mil, ou 75%.
A Federal Trade Commission explica que a indicação em quilates informa a quantidade de ouro puro existente na liga. Registros oficiais de marcação também relacionam o número 750 ao ouro 18 quilates. (Consumer Advice)
A marcação garante que a peça é verdadeira?
Não.
Uma gravação pode ser falsificada, adicionada posteriormente ou estar presente apenas em uma parte da joia. Peças antigas também podem ter perdido a marcação pelo desgaste.
Por isso, encontrar “750” ou “18k” é um bom indício, mas não substitui os testes profissionais.
Também fique atento a inscrições como:
* GP: gold plated ou banhado a ouro;
* GEP: revestimento eletrolítico de ouro;
* HGE: camada de ouro aplicada sobre outro metal;
* GF: gold filled, com camada de ouro mecanicamente aplicada;
* folheado ou banhado.
Essas peças podem conter ouro apenas na superfície e não possuem a mesma composição de uma joia feita em liga de ouro.
2. Faça o teste do ímã com cuidado
O ouro não apresenta forte atração por um ímã comum. Assim, você pode aproximar um ímã relativamente forte da peça e observar o comportamento.
Se a joia for puxada com força, existe a possibilidade de haver ferro, aço ou outro material magnético em sua composição. O ouro aparece na fração não magnética em análises geológicas do Serviço Geológico dos Estados Unidos. (Publicações do USGS)
Entretanto, esse teste possui limitações importantes.
A peça não grudou no ímã. Então é ouro?
Não necessariamente.
Diversos metais que não são ouro também não apresentam forte atração pelo ímã. Uma peça falsa pode, portanto, passar nesse teste.
Além disso, alguns fechos possuem pequenas molas ou componentes de aço. Nesse caso, apenas o fecho pode ser atraído, mesmo que outras partes da joia contenham ouro.
O teste do ímã serve apenas para levantar uma suspeita. Ele não identifica o teor e não confirma a autenticidade da peça.
3. Observe sinais de desgaste e mudança de cor
Analise principalmente as áreas que costumam sofrer mais atrito:
* cantos;
* bordas;
* fechos;
* elos;
* parte interna dos anéis;
* pontos de contato com a pele;
* regiões próximas a soldas e reparos.
Quando uma peça é apenas banhada, o revestimento pode se desgastar e revelar uma cor diferente por baixo. Podem surgir tonalidades prateadas, acobreadas ou acinzentadas.
Uma peça de ouro também pode apresentar diferenças provocadas por soldas, reparos antigos ou pela combinação de metais com teores distintos. Por isso, a mudança de cor é um sinal de atenção, mas não uma confirmação.
Até equipamentos profissionais podem exigir análise visual complementar para identificar determinados tipos de revestimento ou alterações superficiais. (gia)
4. Perceba o peso da peça
O ouro é um metal de alta densidade. O ouro puro possui densidade aproximada de 19,3 gramas por centímetro cúbico, embora a densidade de uma joia seja menor devido aos outros metais presentes na liga. (Publicações do USGS)
Por esse motivo, uma peça de ouro maciça pode parecer relativamente pesada para o seu tamanho.
Esse método, entretanto, é apenas uma percepção inicial. Joias ocas, peças eletroformadas, pedras, enchimentos, molas, soldas e metais pesados podem alterar completamente a sensação de peso.
Não compare apenas duas joias visualmente parecidas. Uma corrente grossa pode ser oca, enquanto outra mais fina pode ser maciça.
5. Verifique se há descascamento
O ouro utilizado em uma liga verdadeira não funciona como uma tinta aplicada sobre a joia. Portanto, quando uma camada dourada descasca e revela claramente outro metal, a peça provavelmente é banhada ou revestida.
Observe especialmente:
* partes próximas ao fecho;
* interior de anéis;
* elos que entram em contato uns com os outros;
* extremidades;
* áreas riscadas;
* locais onde a peça já foi consertada.
Ainda assim, evite raspar, lixar ou cortar a joia. Essas ações podem danificar uma peça verdadeira, prejudicar seu acabamento e até reduzir o valor de uma joia antiga ou de marca.
Testes populares da internet realmente funcionam?
Muitos vídeos recomendam testar ouro com vinagre, pasta de dente, maquiagem, limão, bicarbonato, água sanitária ou uma peça de cerâmica.
Esses métodos não determinam com segurança o teor do metal. Alguns podem manchar, riscar ou danificar permanentemente a joia.
Teste da cerâmica
O teste consiste em arrastar a peça sobre uma superfície de cerâmica sem esmalte e observar o risco deixado.
Não recomendamos esse procedimento. Além de riscar a joia, metais diferentes podem produzir marcas semelhantes. O resultado não informa se a peça é ouro 18k, 14k ou apenas revestida.
Teste com vinagre
O fato de uma joia não mudar de cor em contato com vinagre não comprova que ela seja de ouro. Muitos metais e revestimentos podem não apresentar uma reação visível.
Teste da pele
Uma peça deixar ou não uma mancha na pele também não confirma sua composição. Suor, cosméticos, produtos de limpeza, medicamentos e os metais presentes na liga podem influenciar a reação.
Teste da água
O ouro é denso e normalmente afunda, mas praticamente todas as joias metálicas também afundam. Portanto, colocar uma peça em um copo com água não comprova que ela seja de ouro.
Além disso, peças com pedras coladas, relógios e joias com componentes sensíveis não devem ser mergulhados.
Não faça testes com ácido ou fogo em casa
Testes com ácido são utilizados no setor de joias, mas exigem conhecimento técnico, produtos adequados, equipamentos de proteção e um ambiente preparado.
O método da pedra de toque pode empregar ácido nítrico e, para teores mais elevados, uma mistura de ácido nítrico e ácido clorídrico. Esses produtos são corrosivos e podem causar queimaduras, vapores perigosos e danos à peça. (gia)
Também não tente:
* queimar a joia com maçarico ou isqueiro;
* aplicar água sanitária ou cloro;
* cortar a peça;
* lixar profundamente;
* pingar ácidos comprados pela internet;
* misturar produtos químicos;
* derreter a joia.
Além do risco de acidente, essas práticas podem destruir detalhes, danificar pedras e comprometer uma peça com valor histórico, artístico ou comercial.
O que os testes caseiros conseguem indicar?
Depois das verificações, você pode separar as peças em três grupos:
Peças com bons indícios
Possuem marcação compatível, não apresentam forte atração pelo ímã e não revelam outro metal nas regiões desgastadas.
Peças que geram dúvidas
Não possuem marcação, apresentam reparos, mudança de cor ou características difíceis de interpretar.
Peças aparentemente banhadas
Apresentam descascamento, outro metal visível por baixo ou inscrições que indicam banho, folheação ou revestimento.
Mesmo assim, não descarte nenhuma peça antes de uma avaliação. Algumas joias antigas não possuem marcação visível, enquanto determinadas peças banhadas podem conter fechos, detalhes ou partes fabricadas em ouro.
Como uma avaliação profissional identifica o ouro?
Uma avaliação pode combinar diferentes procedimentos, de acordo com as características da peça.
Entre eles estão:
* inspeção visual;
* análise das marcações;
* teste em pedra de toque;
* reagentes apropriados;
* pesagem em balança adequada;
* análise por fluorescência de raios X;
* verificação de soldas, pedras, enchimentos e revestimentos.
A fluorescência de raios X, conhecida como XRF, é amplamente utilizada para verificar a composição de metais preciosos de maneira rápida e sem danificar a joia. Entretanto, peças folheadas, superfícies curvas, soldas e revestimentos também podem exigir atenção e testes complementares. (cms.gia.edu)
Isso explica por que uma empresa responsável não deve analisar uma joia apenas pela cor ou por uma única gravação.
Como é calculado o valor de uma joia de ouro?
Depois de confirmar o material, o valor pode ser influenciado por fatores como:
* teor do ouro;
* peso efetivamente considerado;
* cotação do ouro;
* valor do dólar;
* presença de pedras e materiais que não são ouro;
* tipo e estado da peça;
* marca, raridade ou possível valor comercial;
* condições apresentadas no momento da negociação.
Uma joia com marcação 750, por exemplo, não é composta de 100% de ouro puro. Em uma liga 18k, aproximadamente 75% correspondem a ouro, enquanto o restante é formado por outros metais.
Pedras, pérolas, mecanismos de relógios, molas e outras partes também não devem ser automaticamente contabilizados como peso de ouro.
Joias quebradas também podem ter valor
Uma joia não precisa estar perfeita para ser avaliada.
Podem ter valor:
* correntes arrebentadas;
* brincos sem par;
* alianças antigas;
* anéis amassados;
* pulseiras sem fecho;
* pingentes riscados;
* fragmentos de joias;
* peças fora de moda;
* joias de herança;
* moedas e medalhas de ouro.
Quando existe ouro na composição, o metal não deixa de ser valioso porque a peça está quebrada ou sem uso.
Antes de descartar uma joia, procure uma avaliação profissional.
Avalie suas joias na Clinton Gold
Depois de realizar essas verificações iniciais, traga suas peças para a Clinton Gold.
Somos especializados na avaliação e compra de joias de ouro, peças antigas, joias quebradas, joias de herança, moedas de ouro e outros metais preciosos.
Durante o atendimento, analisamos cada peça individualmente e explicamos os fatores considerados na avaliação. O cliente acompanha o procedimento, conhece a proposta e decide com tranquilidade se deseja ou não vender.
Na Clinton Gold, valorizamos:
segurança, transparência, discrição e respeito.
Mesmo que a peça não possua marcação, esteja quebrada ou apresente sinais de desgaste, vale a pena trazê-la para análise. Muitas pessoas guardam objetos durante anos sem saber exatamente o que possuem.
Não tenha certeza? Não descarte
Os testes caseiros podem ajudar a separar e organizar suas joias, mas não oferecem um resultado definitivo.
Uma peça aparentemente simples pode conter ouro. Da mesma forma, uma joia brilhante e bem conservada pode ser apenas banhada.
Por isso, a melhor decisão é não danificar, não descartar e não tentar realizar testes químicos em casa.
Traga suas joias para a Clinton Gold e descubra, com uma avaliação profissional, o teor, o peso e o valor que elas podem representar.
Clinton Gold — onde confiança vale ouro.
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Perguntas frequentes
O ouro verdadeiro gruda no ímã?
O ouro não apresenta forte atração por um ímã comum. Porém, não grudar no ímã não comprova que a peça seja de ouro, pois muitos outros metais também não são magnéticos.
Toda joia com a marcação 750 é de ouro?
A marcação 750 indica uma alegação de aproximadamente 75% de ouro, correspondente ao ouro 18k. Entretanto, a gravação pode ser falsificada e deve ser confirmada por uma avaliação.
Posso testar ouro com vinagre?
O vinagre não identifica com segurança o teor nem confirma a autenticidade do ouro. O resultado pode ser inconclusivo e o produto pode afetar componentes da joia.
Posso usar ácido para testar ouro em casa?
Não é recomendado. Os ácidos usados nesses testes são corrosivos e podem causar acidentes, vapores perigosos e danos às peças.
Uma joia sem marcação pode ser de ouro?
Sim. Peças antigas, desgastadas, reparadas ou produzidas artesanalmente podem não apresentar uma marcação visível.
Joias banhadas têm algum valor?
Isso depende da peça. O banho possui uma quantidade muito pequena de ouro, mas a joia pode ter valor como acessório, pela marca, pelas pedras ou por determinados componentes.
Preciso vender depois de realizar a avaliação?
Não. A avaliação permite conhecer as características da peça e a proposta. A decisão de vender pertence ao proprietário.
